AWS SERIES: DAY … TWO: (mapa) GLOBAL, (zona) REGION, (disponibilidade) DATACENTER, (máquina) ID, e (acesso) SSH-EC2-USER

Já ouviu aquela máxima que seres humanos gostam de palavras e máquinas preferem números? O que para nós é http://www.google.com.br para um computador na verdade é 142.251.129.67

Figura 01. ping http://www.google.com.br

Se adaptarmos para AWS, o que nós chamamos de Ohio e Virgínia do Norte, simplesmente são us-east-2 e us-east-1, respectivamente. Todos os códigos que representam cada região e zona da nuvem da Amazon estão presentes em https://docs.aws.amazon.com/pt_br/AWSEC2/latest/UserGuide/using-regions-availability-zones.html

Figura 02. zonas e regiões

O mapa completo para uma imagem geograficamente precisa, com possibilidade de interação através do mouse, está em https://aws.amazon.com/pt/about-aws/global-infrastructure/

Figura 03. infraestrutura global da AWS

Qualquer informação básica passível de consulta acerca da instância, selecione-a primeiro com apenas um clique, e depois role para baixo da tela no novo sub-painel a ser carregado. Uma aba geral chamada de Detalhes é exibida por padrão, ao lado de outras batizadas de Segurança, Redes, Armazenamento, Status, Monitoramento, Tags.

Figura 04. detalhes da instância
Figura 05. detalhes da instância
Figura 06. monitoramento em tempo real

Permanecendo na página, e deixando marcada a caixa de seleção, vamos agora entrar na EC2 similar ao que faríamos com qualquer outra máquina virtual. Para tal, localize o botão CONECTAR na parte superior da tela.

Figura 07. botão conectar

Copie e cole a seguinte linha para uso do SSH. Se estiver no Linux, o protocolo é suportado nativamente, bastando apenas abrir o terminal, colar e executar. Senão, no Windows baixe e instale o Git Bash antes do procedimento.

ssh -i "rootkiv-aws.pem" ec2-user@ec2-3-139-90-191.us-east-2.compute.amazonaws.com
Figura 08. copie e cole
Figura 09. git bash for windows

>_ BÔNUS EXTRA: Proteção contra exclusão acidental

Quando ligadas, as instâncias dentro da AWS CONSOLE se comportam como máquinas … E como bons exemplares, também é possível efetuar outras operações para além do boot. São elas: interromper, reinicializar e encerrar. Em particular, na interface web, estão denominadas como Estado da instância

Figura 10. estados da instância

Por estarem muito próximos um do outro, esses botões podem ser acionados sem querer. Exemplo, você queria hibernar a máquina quando na verdade apertou encerrar. Observe a seguir, um pouco mais de perto:

Figura 11. ações próximas

Encerrar aqui quer dizer apagar a máquina e o disco por inteiro. Sem volta ou garantia nenhuma de recuperação posterior. Por isso, ative sempre que puder o recurso que irei mostrar logo mais.

Figura 12. passo um
Figura 13. passo dois

Um pequeno teste final, simule uma exclusão acidental …

Figura 14.
Figura 15.
You Shall Not Pass by Gustavo Athayde on Dribbble
Você não irá passar!

Um feliz natal (atrasado) do blog @automatesmachines.org

AWS SERIES: TEORIA … Nuvem, Cloud Computing ou Internet ?

Sendo ou não de TI, as chances de ter ouvido “esse” ou “aquele” termo, tal “palavrinha” chave, ou todas as alternativas anteriores, é muito, mas muito grande mesmo. E não é exagero dizer que a nuvem já faz parte das nossas vidas, mesmo que às vezes não percebamos ou negligenciamos o seu devido valor. Sim, eu poderia muito bem passar a noite inteira aqui, dando exemplos e situações nas quais você foi salvo pela nuvem, mas vou poupá-lo disso e vamos somente a alguns casos: (a) agenda de contatos restaurada após roubo ou “morte” de um celular; (b) backup das fotos de casamento perdidas durante uma catástrofe natural; (c) carros que enviam dados de GPS uns para os outros sinalizando um eventual congestionamento, e portanto a recomendação de desvio aos demais; (d) download de um bom livro para longas e tediosas viagens.

Todos são a materialização do que ficou conhecido como “Computação em nuvem” (cloud computing, em inglês). Por não ser de hoje, embora soe como algo recente para os mais leigos, a mesma trouxe inúmeras consequências e causou mudanças de paradigma na computação. Ela nos apresentou um novo caminho, quase sem volta, pois os resultados e benefícios são tantos e tão vantajosos, que não faz o menor sentido a ideia de recuo/retrocesso . A Industria 4.0 ou Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês) está aí para provar e não me deixa mentir. Somos inteiramente capazes de criar novos dispositivos complexos, a cada dia que passa e a partir de outros menores e mais acessíveis. Por exemplo, somando sensores, leds, circuitos programáveis, baterias, hardware sobressalente (braço, asa, hélice) e um chassi, você é capaz de construir um drone terrestre ou aéreo. Em um segundo momento, inevitavelmente terá que pensar em como interconectá-lo (da melhor maneira possível) a esses outros novos dispositivos ao mesmo tempo que funcione para todo o resto: pré-existente e legado. É justamente nesse intervalo que a nuvem entra em cena para salvar o dia.

E se atualmente testemunhamos esses objetos em todo lugar, coexistindo pacificamente e formando uma grande nuvem de coisas, boa parte do mérito deve ir para as tecnologias sem fio. Wi-Fi, Bluetooth e o 5G, são os vetores que carregam tais mudanças e as possibilita para um incontável número de aparelhos e usuários mundo afora. A cada nova versão lançada destes protocolos sem fio, mais e mais nos libertamos de cabos e tomadas, para uma maior abrangência, eficiência e autonomia, tanto do ponto de vista de alcance quanto do ponto de vista energético.

Porém, mesmo com essa introdução, talvez a pergunta ainda seja … Mas afinal, o que é Cloud Computing (computação em nuvem)? Vamos respondê-la então 🧐

>_ O QUE É?

Com a palavra, alguns dos maiores “players” do mercado no quesito CLOUD, à nível nacional e internacional. É claro que cada um irá expor do seu jeito, mas todos convergem para a mesma ideia por trás do conceito.

De uma forma simples, cloud computing, ou computação na nuvem, é uma tecnologia que permite acesso remoto a softwares, armazenamento de arquivos e processamento de dados por meio da internet. É uma alternativa para você acessar dados importantes de qualquer computador, em qualquer lugar.

SALESFORCE. https://www.salesforce.com/br/cloud-computing/

A computação em nuvem é a entrega de recursos de TI sob demanda por meio da Internet com definição de preço de pagamento conforme o uso. Em vez de comprar, ter e manter datacenters e servidores físicos, você pode acessar serviços de tecnologia, como capacidade computacional, armazenamento e bancos de dados, conforme a necessidade, usando um provedor de nuvem.

AMAZON WEB SERVICES. https://aws.amazon.com/pt/what-is-cloud-computing/

A cloud computing é o acesso sob demanda, via internet, a recursos de computação — aplicativos, servidores (físicos e virtuais), armazenamento de dados, ferramentas de desenvolvimento, recursos de rede e muito mais — hospedados em um data center remoto gerenciado por um provedor de serviços em cloud (ou CSP). O CSP disponibiliza esses recursos por uma assinatura mensal ou por um valor cobrado conforme o uso.

IBM. https://www.ibm.com/br-pt/cloud/learn/cloud-computing

Em suma, o que temos e podemos destacar é:

  • zero investimento (nada de hardware novo ou próprio)
  • onipresente (a qualquer hora, em qualquer lugar, a partir de qualquer plataforma)
  • pagamento == uso (sob-demanda e elástico para mais ou para menos)
  • disponibilidade via internet
  • escolha de um provedor de serviços na nuvem (chamado de CSP)

>_ COMO FUNCIONA?

Existe um velho ditado que afirma ( … ) uma imagem vale mais do que mil palavras. Bom, nesse caso sou obrigado a concordar pois encontrei, talvez a melhor, animação (.GIF) para explicar a nuvem se comportando na pr´atica, em tempo real.

Todos os créditos vão para o blog da MANDIC, uma empresa do Grupo Claranet Brasil. Pioneira com foco na internet desde o embrião, foi fundada em 1990 e especializou-se em prestar serviços on-line disponibilizados na grande rede mundial de computadores (a famosa WWW, ou World Wide Web). Acesse para saber mais em https://www.mandic.com.br/

Quanto ao seu conteúdo, trata-se na prática em reunir todo o processamento e armazenamento contratado pelo indivíduo/empresa em um único, porém amplo, recurso computacional. Em teoria, este seria constituído por uma rede de servidores interligados na nuvem, aonde os mesmos se comportam conforme a necessidade. No fim das contas, eles acabam reagindo dinamicamente as eventuais cargas de trabalho (workloads) provindas de clientes do sistema/aplicação/banco de dados em questão.

Com isso você alcançaria facilmente, e rapidamente:

  • Economia de custose paga apenas pelo que usar
  • Escalabilidade – vantagem da elasticidade
  • Agilidade – diversos servidores no ar em poucos instantes
  • Confiabilidade – suporte 24×7 e 365 dias do ano.
  • Armazenamento ilimitado – aumentar a disponibilidade atual de espaço de armazenamento
  • Backups e restauração – garantidos pelo provedor (CSP)
  • Acesso às informações – dashboards/gráficos/relatórios nativos e integrados

>_ TIPOS E DEFINIÇÕES

Nuvem pública

Toda a infraestrutura, segurança e dados do cliente final estão fisicamente e sob a tutela dos provedores de nuvem. Atualmente, os principais são: Amazon (AWS), Microsoft (Azure), e Google (Cloud Plataform).

Nuvem privada

Um desdobramento da nuvem pública, oferecendo recursos muito semelhantes, mas aonde os dados e serviços do cliente final são totalmente gerenciados pela organização contratada para essa função. É como se essa última fosse uma espécie de intermediário entre você/sua empresa e a AWS, por exemplo.

Nuvem híbrida

Sugestiva e didática, é a junção dos dois tipos de nuvem: pública + privada. Aqui, na maioria das vezes, não é obrigatoriamente necessário ter dois provedores distintos.

>_ MODELOS E SERVIÇOS

IaaS

Infraestrutura como serviço: processamento, armazenamento e conectividade de rede sob demanda. Clientes são capazes de desenvolver seus próprios aplicativos nesses recursos.

EX: Alibaba

PaaS

Plataforma como serviço: serviços, disponibilidade de recursos e backup dos dados são gerenciados pelo provedor mediano, facilitando assim para os clientes finais se concentrarem apenas na funcionalidade de seus próprios aplicativos.

EX: Google App Engine, RedHat OpenShift

SaaS

Software como serviço: terceirizados fornecem aplicativos de usuário final a seus clientes com alguns recursos administrativos no nível do aplicativo, como a capacidade de criar e gerenciar seus usuários.

EX: ERP, CRM, Google Docs

>_ REFERÊNCIAS

https://www.mandic.com.br/cloud/

https://www.salesforce.com/br/cloud-computing/

https://aws.amazon.com/pt/what-is-cloud-computing/

https://www.softwareone.com/pt-br/blog/artigos/2020/01/25/afinal-o-que-e-cloud-computing

https://www.ibm.com/br-pt/cloud/learn/cloud-computing