ZABBIX Series: Teoria … Monitoramento e os 3 “Q”s (O que? Por que? Para que?)

A ideia que tenho (e sustento até o momento) para reger a linha temporal, bem como a sequência entre as ferramentas abordadas aqui no BLOG, é a seguinte:

1º mandamento: Sempre que começar uma SÉRIE, terminar o mais breve possível (em um futuro próximo). Nunca, jamais deixá-la no limbo e retomar depois. O raciocínio se perde e a lógica se esvai. 2º mandamento: Manter no ar (online/disponível) no máximo duas ou três SÉRIES simultâneas. Mais que isso, corre o risco de comandos, códigos e conceitos serem trocados, gerando dessa forma uma baita confusão. 3º mandamento: Entre uma SÉRIE e outra, durante seus intervalos, fazer pequenas pausas trazendo conteúdo menos denso. Por exemplo, notícias (NEWS) e extras (PLUS+). A justificativa é dar tempo para efeitos de laboração e assimilação da(s) SÉRIE(s) principal(is).

Pois bem, cientes disso agora, e sem floreios ou enrolação, podemos começar 👍 Avante!

Conceitualmente falando, o Zabbix difere muito se comparado ao Ansible. Principal motivo/razão? O primeiro apresenta uma teoria simples, enxuta, fácil e até mesmo, de tamanho reduzido. Já o último possui uma vasta (pra não dizer enorme) “galáxia” de termos e definições. Metaforicamente, cada um desses seria uma “estrela” atraindo gravitacionalmente “planetas” e suas “luas” (itens e subitens, respectivamente) compondo assim, isoladamente, um “sistema solar”. Porém, uma vez somados, estes próprios formam um grande “sistema” de “sistemas”. Daí a escolha da palavra galáxia. E o que seríamos nesse contexto? Pequenos astronautas, é claro! 👨🏻‍🚀 🚀 Desbravando e contemplando todo o seu esplendor.

Se no passado precisamos de pelo menos três partes (links abaixo), deveras longas, para nos situar diante da teoria do Ansible… Veremos que no presente, e com o Zabbix, é necessário apenas duas postagens, curtas por sinal (diga-se de passagem), para expor todos os elementos que servem de fundamentos teóricos.

ANSIBLE Series: Teoria … Um papo sobre DevOps

https://machinesbecomeservices.com/2020/11/12/ansible-series-intro-parte01-um-papo-sobre-devops/

ANSIBLE Series: Teoria … Dicionário Ansible

https://machinesbecomeservices.com/2020/11/16/ansible-series-introducao-parte02-dicionario-ansible-e-a-importancia-da-automacao/

ANSIBLE Series: Teoria … 5-V Conceitos Fundamentais

https://machinesbecomeservices.com/2021/01/22/ansible-series-teoria-5-v-conceitos-fundamentais/

O QUE É ZABBIX?

É um sistema open source robusto e altamente confiável que estende suas funcionalidades desde o monitoramento de componentes em infraestrutura de TI até processos/análise de indicadores críticos de desempenho para negócios, com monitoramento de dados em tempo real.

Complemento Tecnologia (https://complemento.net.br/zabbix/)

É uma ferramenta que oferece um serviço distribuído de monitoramento, possibilitando o acompanhamento e a geração de alertas e relatórios para auxiliá-lo na gestão e a fazer intervenções em sua infraestrutura de TI.

Mário Neto (https://www.devmedia.com.br/zabbix-monitoramento-de-infraestrutura-revista-infra-magazine-5/24089)

Acima estão dois conceitos, duas fontes, e duas palavras-chave a destacar (uma em cada citação)… ¹ Indicadores e ² Alertas… Simplificando ao máximo: 1) É a interpretação, ou contexto, dos resultados advindos de uma medição realizada em determinado componente de um sistema. 2) Refere-se a uma mensagem cujo objetivo é avisar que algo aconteceu (evento) fora do comportamento esperado, o que pode indicar na maioria das vezes uma possível anomalia.

Pontuados e esclarecidos tais termos, e antes de passar para a próxima seção, deixo a seguir a minha definição para o Zabbix. Não que a mesma vá de encontro, bata de frente com outros conceitos. Não. O intuito é apenas registrar com palavras próprias o meu entendimento.

Trata-se de uma solução aberta, gratuita, acessível via WEB, para monitorar toda sorte de itens, sejam eles: (a) componentes e sistemas, (b) hardware e software, (c) aplicações e serviços, (d) métricas e parâmetros, entre muitos outros. Ex: utilização da rede, carga de CPU, espaço em disco, integridade de peças e equipamentos, etc.

POR QUE MONITORAR?

Qualquer ambiente/infraestrutura/rede de uma empresa (pequena, média ou grande), atualmente apresenta uma natureza heterogênea. Servidores Linux, Estações Windows, Macbooks/iMacs, Blades HP, Roteadores Cisco… Esses são só alguns para exemplificar. Na prática, gerenciar e concatenar diversos softwares, equipamentos distintos, fornecedores com marcas diferentes, e afins, é um desafio a ser superado todos os dias pelas equipes de TI. Então, saber o que está acontecendo e ao mesmo tempo ser proativo (não reativo!), deixa de ser um mero detalhe e passa ao status de primordial. Somente assim é possível alcançar uma boa gestão, fazendo intervenções precisas (quase cirúrgicas) no datacenter e seus elementos, lógicos ou físicos. Portanto, a resposta para: por que monitorar? é a seguinte… Evitar, mitigar ou até mesmo eliminar sinistros, bugs, anomalias, sintomas adversos, enfim, todo tipo de problema (maior ou menor).

Em sua maior parte, o Zabbix desempenha e opera funções de forma visual. Opções como gráficos, mapas, tabelas de histórico, alertas interativos, notificações via email – jabber/xmpp – SMS, estão presentes e inteiramente disponíveis ao administrador, analista, ou equipe responsável.

PARA QUE?

Sem rodeios, direto ao ponto, o Zabbix serve para garantir:

  • Qualidade de links e conectividade de redes;
  • Utilização justa e igualitária de banda;
  • Saúde dos ativos de rede (roteadores , switches, access points, etc);
  • Serviços em perfeita execução;
  • Descoberta de novos servidores e dispositivos na rede.
** Lista completa **

https://www.zabbix.com/features

https://www.zabbix.com/br/solutions

(+) Bonus: Scenarios designed by Zabbix LLC

Figura 01. Coleta de métricas
Figura 02. Detecção de problemas
Figura 03. Painel único e customizável
Figura 04. Notificações
Figura 05. Facilidade nos Deploys
Figura 06. Autodescoberta

REFERÊNCIAS:

https://www.zabbix.com/

https://complemento.net.br/zabbix/

https://www.devmedia.com.br/zabbix-monitoramento-de-infraestrutura-revista-infra-magazine-5/24089

TO BE CONTINUED …

( Continua no próximo episódio … )

👀👀👀

CENTOS/RHEL News: CentOS Stream? É o 9? Não. De uma distro base para uma distro rolling release…

Olá de novo! Como estão? Quase Natal e gostaria de presenteá-los. Por isso escolhi essa notícia… (Calma! Ao final tudo fará sentido 😉 ) Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a classificação das postagens ou perderam como o conteúdo do BLOG é categorizado, nada temam. Basta uma lida rápida em https://machinesbecomeservices.com/2020/11/04/vicrlda-im-alive-voltei-retorno-notas-e-avisos/. Atentos também para o fato de que estarem testando um novo formato de post, um pouco diferente dos outros que escrevi até agora. Visualmente ele será um fluxo de ideias. Apenas frases que simbolizam tópicos, ora curtos, ora longos. Já vi tal recurso literário presente em outros blogs/sites. Alguns gostam de chamá-lo ‘resumo do texto’. Destaco pois este é comumente posicionado ANTES ou DEPOIS do artigo, variando de site para site.

Muito bem meus caros, devidamente explanados e conscientes tais detalhes, só posso desejar… Boa leitura!!!

No início de dezembro, mais precisamente no dia 08, a Red Hat pegou todos de surpresa quando fez o anúncio de que o CentOS Base(ou)Downstream(ou)Versionado (escolha o seu nome preferido!), deixaria de ser alinhado ao calendário de lançamento do Red Hat Enterprise Linux. Traduzindo, e trocando em miúdos, isso significa que o CentOS não possuirá mais números em seu nome e nenhuma relação, pelo menos não diretamente, com os pacotes e versões do RHEL. Vamos então agora aos pormenores dessa notícia:

  • Historicamente falando, o CentOS sempre foi um clone do Red Hat Enterprise Linux (RHEL).
  • Dentre um intervalo de poucos dias, no pós-lançamento do RHEL, saia o CentOS correspondente. EX: RHEL 5 -> CentOS 5 / RHEL 6 -> CentOS 6
  • O projeto CentOS era livre, independente e código aberto.
  • Totalmente voltado para a comunidade.
  • Em janeiro de 2014, a Red Hat adquire os direitos do projeto.
  • Futuramente, via comunicado oficial da Red Hat, o CentOS não será mais uma distro linux downstream e sim uma upstream. Ou seja, agora serão lançados novos pacotes primeiramente no CentOS/Fedora para só depois saírem versões estáveis no RHEL vigente (9, 10, 11, e diante).
  • Na prática isso o torna um ambiente de testes, uma espécie de desenvolvimento para o RHEL.
  • Para ilustrar melhor, no passado, a ordem de lançamento era precisamente essa:
    • 1º) Fedora
    • 2º) RHEL
    • 3º) CentOS
  • Quando foi lançado, ano passado (setembro/2019), o CentOS Stream a principio seria o “man-in-the-middle” entre o Fedora e o RHEL, preservando assim o CentOS Base/Tradicional.
    • Era mais ou menos assim:
    • Fedora > CentOS Stream > RHEL > CentOS Base/Tradicional
  • Lado negativo? A alteração da data final do suporte.
    • CentOS 8: previsto para até 2029, foi encurtado para 2021
    • CentOS 7: planejamento não mudou, continua até 2024
  • Mudança significativa para sysadmins, devops e programadores que utilizam versões anteriores. Tornou-se assim um fator importante a ser considerado a curto prazo.
  • Lado positivo? No mundo open source dificilmente projetos morrem. Quando são ‘descontinuados’ por seus criadores/empresas, como num passe de mágica, são ‘continuados’ por entusiatas, desenvolvedores e usuários órfãos daquele projeto. O apreço e carinho falam mais alto e assim surge um fork do sistema/ferramenta.
  • E o que eu ganho com isso?” ; O que fazer?”. Se você é da área de infra, seja analista, técnico, ou devops, fique atento pois nos próximos meses, diria até anos, haverá uma demanda muito grande por consultoria em migração de servidores CentOS 7 e 8 para o Stream ou para prováveis novos forks feitos pela comunidade.
  • Sabendo disso, fica aqui o meu compromisso (podem me cobrar depois 😅) de trazer em primeiro mão um artigo tutorial, classificado como CENTOS/RHEL PLUS+, de como fazê-lo. Muito em breve!

É isso pessoal. Basicamente o que queria compartilhar com todos. Esse é o meu presente de Natal!!! Uma notícia simples mas importante, que virou uma promessa de mim para vocês, e no final torço que se transforme em oportunidades, colocação no mercado de trabalho, para os todos os machiners desse nosso querido BLOG.

Feliz Natal ! Ho Ho Ho Ho Ho

RECOMENDADOS:

LINUXTips

https://www.youtube.com/watch?v=hJ-wZ0GjAu8

Blog Diolinux

https://diolinux.com.br/editorial/mudancas-no-centos.html

YouTube do CentOS Project

https://www.youtube.com/watch?v=IEEdOogPMY8