ZABBIX Series: Teoria … Convenções = Palavras + Significados

No episodio anterior de MachinesBecomeServices (…) 👀 Vimos basicamente três coisas: o que é Zabbix? qual sua função? aonde utilizá-lo? Além disso, fui um pouco “categórico demais” ao afirmar que a teoria do mesmo se comparado a do Ansible é mais suave e tranquila. Bem, para me redimir e se por acaso ofendi alguém, segue a minha defesa. Ops! Quis dizer, desculpas (rsrs): Teoricamente falando, Ansible > Zabbix !!! Mas relaxem, não precisamos brigar 😅 Esse é tão somente o meu ponto de vista, opinião pessoal, e até mesmo o sentimento que aflora quando comparo um com o outro. (Use os comentários para expressar a sua: Ansible > Zabbix? Ou Zabbix > Ansible?)

Pedido de desculpas feito, papo introdutório terminado. Passemos agora ao contexto desse post ( e antes de tratarmos/abordarmos seu conteúdo na sequência).

CONTEXTUALIZANDO:

Uma vez instalado, nos deparamos com a interface do Zabbix acessível via browser. Primeiro é necessário finalizar algumas etapas de configuração, que na prática são páginas com perguntas e parâmetros a serem respondidos. Depois criar o próprio usuário para não utilizar mais o root/admin. Finalmente, entrar e conferir a página inicial do Zabbix. Nela, é possível exibir gráficos (simples e composto), mapas, telas, dentre outros elementos. E mais, tanto na barra superior (v_4.0) quanto na barra lateral esquerda (v_5.0), estão localizados todos os menus, sub-menus e opções relativas ao Zabbix e ao monitoramento como um todo.

Agradável visualmente e ao mesmo tempo “complexo” à primeira vista, foi pensando nisso, em facilitar as coisas, que a equipe do Zabbix propôs uma convenção entre palavras-termos-significados. O intuito é unir o útil ao agradável. Ou melhor, em outras palavras, auxiliar não apenas o uso, mas também o entendimento acerca do funcionamento da ferramenta por parte dos administradores e analistas.

Veremos que certas palavras/termos, trazem consigo um mero significado para determinado componente (“peça”) do sistema (zabbix). Ex: “isso é aquilo e ponto final”. E outras vezes significam uma ação para determinada tarefa em um local especificado. Ex: “fulano” é “beltrano” que “faz” tal coisa em “sicrano”.

CONVENÇÕES DO ZABBIX:

=== OU MELHOR, COMO SÃO AS COISAS? OU AINDA, COMO A BANDA TOCA? ===

Um brevíssimo crédito ao autor original e sua obra consultada para esta seção…

Nome: Werneck Bezerra Costa

Perfil técnico: https://br.linkedin.com/public-profile/in/werneckcosta?challengeId=AQENq7hye0XNQgAAAXe1oEyTMh3grPgdcN9gQk2A1SNB5KaM0_yJ-Y5t893eNYfqr9Rm_IyXD52hDmmbCeWQ1gHqKs8p6ifQZA&submissionId=ad992420-25df-6416-9570-61eb71224718

Artigo: http://www.revistas.unirn.edu.br/index.php/revistaunirn/article/view/415/358

Meio publicado: http://www.revistas.unirn.edu.br/index.php/revistaunirn/issue/view/27

Quero deixar claro que apenas sintetizei os principais conceitos baseado na leitura desta como também de outras fontes igualmente analisadas e referendadas por entidades, pares e empresas. Reconhecidas tanto na academia quanto no mercado. Todos os links para consulta estão presentes no final deste texto!

1. Host

Dispositivo de rede que possa ser monitorado por IP ou DNS. Ex: servidores, roteadores, desktops, impressoras.

2. Grupo

Conjunto lógico de hosts usando critérios de tipo, função ou localidade. Ex: Grupo Linux, Grupo Windows, Grupo Firewall, Grupo WEB, Grupo E-mail, etc.

3. Item

Dado, peça ou componente (físico/lógico) de determinado host monitorado. Na prática também pode ser chamado de métrica de dados. Ex: disco, memória, serviço (HTTP, NTP), porta, ping.

4. Template

Conjunto de elementos ou “agrupador” de elementos. É um tipo de “container”, um modelo para entidades (itens, triggers, gráficos, telas, aplicações) iguais e comuns entre ativos de rede, por exemplo, servidores virtuais. Ex: Template_Linux_RedHat, Template_Linux_Debian, Template_Web_Apache, Template_Web_NGINX

5. Triggers

Espécie de “supervisor” para itens. Usualmente monitora valores. Apresenta a capacidade de disparo e aviso por meio de e-mails, ou visualmente altera a cor de um item. Ex: Saída para internet inoperante, ou seja, de verde para vermelho.

6. Eventos

Ocorrência gerada pós-ativação de uma trigger. Normalmente algo que merece atenção. Lista dos últimos eventos está presente na interface inicial do usuário no Zabbix.

7. Actions

Resposta pré-definida à determinado evento. Uma ação é formada por condicionantes + operações a serem executadas. Ex: envia mensagem e depois executa um comando remotamente no servidor.

8. Gráfico simples

Criado automático após a adição de um item. O mesmo não permite mudanças estéticas.

9. Gráfico composto

Oposto do simples. Manualmente ou via template para relacionar itens.

10. Mapas

Conjunto de hosts aglutinados visualmente para melhor identificação de eventos e conexões.

11. Telas

Elemento visual composto. É um “aninhador” de informações. Gráficos, mapas e texto em um só local.

12. Aplicação

Grupo/conjunto lógico de itens.

13. API Zabbix

Possibilita o uso do protocolo RPC Json para criar, atualizar e receber objetos Zabbix (como hosts, itens, gráficos, dentre outros) ou executar qualquer tarefa personalizada.

https://www.zabbix.com/documentation/current/pt/manual/concepts/definitions

http://zabbixbrasil.org/files/Network_Conference.pdf

ZABBIX Series: Teoria … Monitoramento e os 3 “Q”s (O que? Por que? Para que?)

A ideia que tenho (e sustento até o momento) para reger a linha temporal, bem como a sequência entre as ferramentas abordadas aqui no BLOG, é a seguinte:

1º mandamento: Sempre que começar uma SÉRIE, terminar o mais breve possível (em um futuro próximo). Nunca, jamais deixá-la no limbo e retomar depois. O raciocínio se perde e a lógica se esvai. 2º mandamento: Manter no ar (online/disponível) no máximo duas ou três SÉRIES simultâneas. Mais que isso, corre o risco de comandos, códigos e conceitos serem trocados, gerando dessa forma uma baita confusão. 3º mandamento: Entre uma SÉRIE e outra, durante seus intervalos, fazer pequenas pausas trazendo conteúdo menos denso. Por exemplo, notícias (NEWS) e extras (PLUS+). A justificativa é dar tempo para efeitos de laboração e assimilação da(s) SÉRIE(s) principal(is).

Pois bem, cientes disso agora, e sem floreios ou enrolação, podemos começar 👍 Avante!

Conceitualmente falando, o Zabbix difere muito se comparado ao Ansible. Principal motivo/razão? O primeiro apresenta uma teoria simples, enxuta, fácil e até mesmo, de tamanho reduzido. Já o último possui uma vasta (pra não dizer enorme) “galáxia” de termos e definições. Metaforicamente, cada um desses seria uma “estrela” atraindo gravitacionalmente “planetas” e suas “luas” (itens e subitens, respectivamente) compondo assim, isoladamente, um “sistema solar”. Porém, uma vez somados, estes próprios formam um grande “sistema” de “sistemas”. Daí a escolha da palavra galáxia. E o que seríamos nesse contexto? Pequenos astronautas, é claro! 👨🏻‍🚀 🚀 Desbravando e contemplando todo o seu esplendor.

Se no passado precisamos de pelo menos três partes (links abaixo), deveras longas, para nos situar diante da teoria do Ansible… Veremos que no presente, e com o Zabbix, é necessário apenas duas postagens, curtas por sinal (diga-se de passagem), para expor todos os elementos que servem de fundamentos teóricos.

ANSIBLE Series: Teoria … Um papo sobre DevOps

https://machinesbecomeservices.com/2020/11/12/ansible-series-intro-parte01-um-papo-sobre-devops/

ANSIBLE Series: Teoria … Dicionário Ansible

https://machinesbecomeservices.com/2020/11/16/ansible-series-introducao-parte02-dicionario-ansible-e-a-importancia-da-automacao/

ANSIBLE Series: Teoria … 5-V Conceitos Fundamentais

https://machinesbecomeservices.com/2021/01/22/ansible-series-teoria-5-v-conceitos-fundamentais/

O QUE É ZABBIX?

É um sistema open source robusto e altamente confiável que estende suas funcionalidades desde o monitoramento de componentes em infraestrutura de TI até processos/análise de indicadores críticos de desempenho para negócios, com monitoramento de dados em tempo real.

Complemento Tecnologia (https://complemento.net.br/zabbix/)

É uma ferramenta que oferece um serviço distribuído de monitoramento, possibilitando o acompanhamento e a geração de alertas e relatórios para auxiliá-lo na gestão e a fazer intervenções em sua infraestrutura de TI.

Mário Neto (https://www.devmedia.com.br/zabbix-monitoramento-de-infraestrutura-revista-infra-magazine-5/24089)

Acima estão dois conceitos, duas fontes, e duas palavras-chave a destacar (uma em cada citação)… ¹ Indicadores e ² Alertas… Simplificando ao máximo: 1) É a interpretação, ou contexto, dos resultados advindos de uma medição realizada em determinado componente de um sistema. 2) Refere-se a uma mensagem cujo objetivo é avisar que algo aconteceu (evento) fora do comportamento esperado, o que pode indicar na maioria das vezes uma possível anomalia.

Pontuados e esclarecidos tais termos, e antes de passar para a próxima seção, deixo a seguir a minha definição para o Zabbix. Não que a mesma vá de encontro, bata de frente com outros conceitos. Não. O intuito é apenas registrar com palavras próprias o meu entendimento.

Trata-se de uma solução aberta, gratuita, acessível via WEB, para monitorar toda sorte de itens, sejam eles: (a) componentes e sistemas, (b) hardware e software, (c) aplicações e serviços, (d) métricas e parâmetros, entre muitos outros. Ex: utilização da rede, carga de CPU, espaço em disco, integridade de peças e equipamentos, etc.

POR QUE MONITORAR?

Qualquer ambiente/infraestrutura/rede de uma empresa (pequena, média ou grande), atualmente apresenta uma natureza heterogênea. Servidores Linux, Estações Windows, Macbooks/iMacs, Blades HP, Roteadores Cisco… Esses são só alguns para exemplificar. Na prática, gerenciar e concatenar diversos softwares, equipamentos distintos, fornecedores com marcas diferentes, e afins, é um desafio a ser superado todos os dias pelas equipes de TI. Então, saber o que está acontecendo e ao mesmo tempo ser proativo (não reativo!), deixa de ser um mero detalhe e passa ao status de primordial. Somente assim é possível alcançar uma boa gestão, fazendo intervenções precisas (quase cirúrgicas) no datacenter e seus elementos, lógicos ou físicos. Portanto, a resposta para: por que monitorar? é a seguinte… Evitar, mitigar ou até mesmo eliminar sinistros, bugs, anomalias, sintomas adversos, enfim, todo tipo de problema (maior ou menor).

Em sua maior parte, o Zabbix desempenha e opera funções de forma visual. Opções como gráficos, mapas, tabelas de histórico, alertas interativos, notificações via email – jabber/xmpp – SMS, estão presentes e inteiramente disponíveis ao administrador, analista, ou equipe responsável.

PARA QUE?

Sem rodeios, direto ao ponto, o Zabbix serve para garantir:

  • Qualidade de links e conectividade de redes;
  • Utilização justa e igualitária de banda;
  • Saúde dos ativos de rede (roteadores , switches, access points, etc);
  • Serviços em perfeita execução;
  • Descoberta de novos servidores e dispositivos na rede.
** Lista completa **

https://www.zabbix.com/features

https://www.zabbix.com/br/solutions

(+) Bonus: Scenarios designed by Zabbix LLC

Figura 01. Coleta de métricas
Figura 02. Detecção de problemas
Figura 03. Painel único e customizável
Figura 04. Notificações
Figura 05. Facilidade nos Deploys
Figura 06. Autodescoberta

REFERÊNCIAS:

https://www.zabbix.com/

https://complemento.net.br/zabbix/

https://www.devmedia.com.br/zabbix-monitoramento-de-infraestrutura-revista-infra-magazine-5/24089

TO BE CONTINUED …

( Continua no próximo episódio … )

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