AWS SERIES: DAY … TWO: (mapa) GLOBAL, (zona) REGION, (disponibilidade) DATACENTER, (máquina) ID, e (acesso) SSH-EC2-USER

Já ouviu aquela máxima que seres humanos gostam de palavras e máquinas preferem números? O que para nós é http://www.google.com.br para um computador na verdade é 142.251.129.67

Figura 01. ping http://www.google.com.br

Se adaptarmos para AWS, o que nós chamamos de Ohio e Virgínia do Norte, simplesmente são us-east-2 e us-east-1, respectivamente. Todos os códigos que representam cada região e zona da nuvem da Amazon estão presentes em https://docs.aws.amazon.com/pt_br/AWSEC2/latest/UserGuide/using-regions-availability-zones.html

Figura 02. zonas e regiões

O mapa completo para uma imagem geograficamente precisa, com possibilidade de interação através do mouse, está em https://aws.amazon.com/pt/about-aws/global-infrastructure/

Figura 03. infraestrutura global da AWS

Qualquer informação básica passível de consulta acerca da instância, selecione-a primeiro com apenas um clique, e depois role para baixo da tela no novo sub-painel a ser carregado. Uma aba geral chamada de Detalhes é exibida por padrão, ao lado de outras batizadas de Segurança, Redes, Armazenamento, Status, Monitoramento, Tags.

Figura 04. detalhes da instância
Figura 05. detalhes da instância
Figura 06. monitoramento em tempo real

Permanecendo na página, e deixando marcada a caixa de seleção, vamos agora entrar na EC2 similar ao que faríamos com qualquer outra máquina virtual. Para tal, localize o botão CONECTAR na parte superior da tela.

Figura 07. botão conectar

Copie e cole a seguinte linha para uso do SSH. Se estiver no Linux, o protocolo é suportado nativamente, bastando apenas abrir o terminal, colar e executar. Senão, no Windows baixe e instale o Git Bash antes do procedimento.

ssh -i "rootkiv-aws.pem" ec2-user@ec2-3-139-90-191.us-east-2.compute.amazonaws.com
Figura 08. copie e cole
Figura 09. git bash for windows

>_ BÔNUS EXTRA: Proteção contra exclusão acidental

Quando ligadas, as instâncias dentro da AWS CONSOLE se comportam como máquinas … E como bons exemplares, também é possível efetuar outras operações para além do boot. São elas: interromper, reinicializar e encerrar. Em particular, na interface web, estão denominadas como Estado da instância

Figura 10. estados da instância

Por estarem muito próximos um do outro, esses botões podem ser acionados sem querer. Exemplo, você queria hibernar a máquina quando na verdade apertou encerrar. Observe a seguir, um pouco mais de perto:

Figura 11. ações próximas

Encerrar aqui quer dizer apagar a máquina e o disco por inteiro. Sem volta ou garantia nenhuma de recuperação posterior. Por isso, ative sempre que puder o recurso que irei mostrar logo mais.

Figura 12. passo um
Figura 13. passo dois

Um pequeno teste final, simule uma exclusão acidental …

Figura 14.
Figura 15.
You Shall Not Pass by Gustavo Athayde on Dribbble
Você não irá passar!

Um feliz natal (atrasado) do blog @automatesmachines.org

AWS SERIES: DAY … ONE: (conta) FREE TIER, (instância) EC2 e (dois passos) 2FA

Em nosso desembarque na tão famosa e “badalada” nuvem, necessitaremos criar e configurar alguns itens básicos antes de qualquer outra coisa. Primeiramente, é claro, começando pela conta de usuário gratuita na própria AWS … Sem ela? Nada de acesso, simples assim. Curta e grosseiramente (me perdoem, por favor) essa seria a resposta. Então, arregacem as mangas e mãos à obra!

No navegador digite https://aws.amazon.com/ na barra de endereços. Localize o botão ‘criar uma conta gratuita’ e selecione com clique simples.

Figura 01. criar uma conta gratuita

Logo após, o que temos é apenas mais um daqueles formulários de internet para usar determinado serviço. Perguntas triviais como: nome, e-mail, endereço, profissão, login, senha, etc, etc, etc. É bem provável até que o seu browser já tenha algumas dessas respostas e vá auto completando tais informações graças aos cookies e mecanismos de salvamento 🤭

Figura 02. questionário 1 de 5
Figura 03. questionário 2 de 5
Figura 04. fatura e pagamento (3 de 5)

Sim, é obrigatório cadastrar pelo menos um número de cartão de crédito internacional válido e ativo 😨😨😨 Como é? Tô fora Victor … Obrigado, mas essa série vou pular! Nada temam sra.(s) e sr.(s) pois não serão cobrados por isso. Aliás, melhor dizendo, somente em casos de uso acima da quota estabelecida pelos termos de uso gratuito. Chamado de “Nível de uso gratuito da AWS”, o mesmo se encontra disponível em https://aws.amazon.com/pt/free Recomenda-se aqui uma leitura mais pausada e detalhada, para que em seu futuro não haja surpresas desagradáveis ou consequências mais severas na forma de taxas extras.

Por exemplo, quanto custa uma instância EC2 ligada initerruptamente na nuvem AWS? Parênteses: não estamos considerando a parte gratuita já adquirida. Queremos calcular o preço (valor/hora) excedente ao limite gratuito. E a resposta está em https://aws.amazon.com/pt/ec2/pricing/on-demand/

Figura 05. tabela de preços para EC2 sob demanda

>_ AWS CONSOLE: LOGIN E MULTI-FATOR

Principal porta de entrada (na verdade, a única até então) para gerenciar seus serviços e recursos disponibilizados na nuvem, a AWS Console fica acessível por meio do link https://aws.amazon.com/pt/console/ E para tal, resgate o usuário e senha criados hoje mais cedo:

Figura 06. link de acesso
Figura 07. e-mail do proprietário (usuário root)
Figura 08. multi-factor authentication

Pausa para explicar essa opção extra de segurança que impede acessos indevidos e não-autorizados. Uma vez dentro da web console, veremos que o céu é o limite para AWS. Digo isso pois encontraremos uma infinidade de recursos e possibilidades bem ali, ao nosso alcance. Coisas que talvez nunca serão utilizadas mas de todo jeito permanecem lá, esperando, prontos pra uso. Para que fique ainda mais claro o poder que você tem em suas mãos, é como se ela fosse o internet banking da sua conta bancaria. A maioria dos itens presentes não são gratuitos e portanto seu eventual uso será cobrado. Então, exercite sua mente e dimensione o estrago que um atacante causará na fatura do seu cartão … Bem grande não é? 😱😱😱 Sendo assim, não perca mais tempo e ative o código multi-fator na sua conta AWS. Na barra de pesquisa da console, busque pelo termo-chave “iam”(i-a-m):

Figura 09. todos os serviços AWS
Figura 10. painel do IAM
Figura 11. dispositivo MFA

No meu caso, optei por usar meu próprio smartphone Android com o app Google Authenticator. Consulte para saber mais sobre dispositivos, sistemas, aplicativos MFA suportados pela nuvem AWS.

>_ AWS CONSOLE: EC2 – AMAZON LINUX – T2.MICRO

Elastic Computer, ou simplesmente, EC2. Trata-se do nome que é dado a uma máquina virtual (vm) dentro da AWS. Quando começar, é bastante comum não haver a correspondência termo-serviço totalmente formada e definida na mente. Está na dúvida? Use a pesquisa para saber qual é o serviço que aquela sigla/palavra representa.

Figura 12. painel EC2

Localizada internamente, no painel do EC2, a Visão Global traz uma foto de todos os recursos de todas as instâncias sendo usados (ou não) no momento. Disse “ou não” porque você pode ter X instâncias criadas mas nenhuma em execução. Talvez foram desligadas ou nunca foram ligadas ainda. Ou seja, esses recursos “constam”, pois estão sim listados. Mas não “contam” como uso corrente, já que não serão cobrados.

Figura 13. visão global (instâncias)

Se observarem a imagem acima, verão que já tenho uma instância na AWS. Criei essa no início do mês e deixei rodando desde então. Por se tratar de apenas uma, estou seguro e isento de cobranças. Isso porque estou dentro do pacote de 750 horas mensais gratuitas de EC2 (meses pares, 24 x 30 = 720) (meses ímpares, 24 x 31 = 744). Contudo, preste sempre muita atenção! O dashboard da AWS nunca será absoluto e mostrará todas as instâncias em todas as regiões. Regiões? 🤨 Como assim? Acontece que a computação de modo geral funciona em torno dos datacenters: pequenos, modestos ou grandiosos. E com a nuvem não poderia ser diferente. Os centros de dados da AWS estão espalhados por todo o globo, em regiões distintas. Nos últimos anos, o padrão para as novas contas de usuário da Amazon normalmente é: ou Ohio, ou Virgínia do Norte (ambos Estados Unidos). Portanto, caso você crie uma instância em X e depois sem querer acabe esbarrando em Y com o mouse, saiba que a AWS não o notificará sobre tal mudança e você será cobrado de acordo com o preço daquela “nova” região (Y). A lógica é bastante simples: quanto mais próximo do seu local atual for a hospedagem das máquinas, mais caro será o preço por horas excedentes. Por exemplo, no caso de um brasileiro como eu, o valor para ter servidores em São Paulo, que é o datacenter mais perto de mim, será bem maior do que em outras regiões.

Encerrando essa parte de “precificação”, fique atento para essas duas situações:

a) No meio do caminho, durante os estudos, uma troca acidental de região e consequentemente valores um pouco mais “salgados” no fim do mês, na fatura do cartão.

Figura 14. us-east-2 (Ohio)

b) Mais de uma instância rodando ao mesmo tempo durante o mês inteiro, resultando no estouro das horas gratuitas cedidas pela AWS, e por tabela, cobrança sob demanda (ex: U$ 0,22/h) dali em diante até o fechamento do mês corrente.

Agora sim, estamos prontos! Burocracia compreendida, passemos para a parte mais legal: a prática. E antes de criarmos a nossa primeira instância na nuvem, uma ressalva … Eventualmente, se a aplicação/sistema/solução em que está trabalhando foi homologada para “esse” ou “aquele” Linux, se atenha ao script, mantenha o plano. Claro que ninguém irá lhe impedir de testá-lo em outros sistemas, mas para fins de produção é sempre melhor estar no ambiente em que o mesmo foi desenvolvido e tem suporte garantido. Ok?

Siga os passos e dirija-se até a seguinte tela:

página inicial > EC2 > executar instâncias > selecione uma AMI (Amazon Machine Image)

Figura 15. etapa 01: imagem de máquina

O primeiro ponto que vale a pena destacar aqui é a etiqueta “qualificado para o nível gratuito” (em inglês, free tier). Procure por ela quando quiser utilizar esse e os demais serviços da AWS. Do contrário, você já sabe … 💸💸💸 Segundo ponto, é o tipo de imagem para a máquina virtual EC2. Caso a recomendação da aplicação/solução seja Ubuntu, então use o Ubuntu. Caso seja OpenSuSE, use o OpenSuSE. E assim por diante. Quando não, opte pelo Amazon Linux. E quem é esse Victor? Nada mais do que um RedHat compilado para a AWS. Em outras palavras, otimizado para trabalhar na nuvem da Amazon. Ele conta com uma série de ferramentas e integrações que irão facilitar muito o dia-a-dia do administrador (você).

À título de informação, as outras opções que temos (desde o Windows, passando pelo MacOS, e chegando até o Linux) :

Figura 16.

Próxima etapa, tipo da instância a ser implantada. Ou seja, o hardware da máquina. Seguindo a lógica, quanto mais poderosa for, mais caro será o seu valor. Sendo assim, busque pelas instâncias free tier (gratuitas). Normalmente são as de nome T2.MICRO

Figura 17. t2.micro – 1 CPU 2.5GHz – 1 GB ram

No rodapé, aperte o botão PRÓXIMO: detalhes da instância. Nessa página não mexeremos em nada, deixando tudo como está (padrão/default) Voltaremos em breve, no futuro, para maiores detalhes e explicações acerca de cada uma das configurações.

Figura 18. detalhes da instância (default)

NEXT … Adicionar um storage, ou em bom português, armazenamento de dados. Somente aqui haverá uma segmentação por parte da AWS, pois a mesma trata a máquina virtual e o armazenamento como serviços diferentes. A máquina virtual diz respeito as questões de processamento, memória, etc. Já o armazenamento diz respeito ao disco, ou seja, até onde vai a capacidade de gravar informações. Um fato positivo é que todos são SSD, melhorando significativamente o desempenho e velocidade. Mas, novamente cuidado! Limite-se apenas a quantidade máxima para o nível gratuito.

Figura 19. storage

NEXT … Tags? Não, por enquanto não queremos nenhuma.

NEXT … Security Group, ou Grupo de Segurança. Equivalente a um firewall para essa vm EC2. Devido ao fato de estar na nuvem, aberta a toda e qualquer pessoa, quem realmente pode/deve acessá-la via SSH e afins? Todos, apenas um grupo seleto, somente você? Para isso, uma boa recomendação é deixar ativa a opção meu IP e só.

Figura 20. meu ip

NEXT … Review e launch (revisão e lançamento). Verifique se está tudo OK e conforme desejado. Se sim, mande em frente e espere a conclusão!

Figura 21. executar (launch)

É obrigatório gerar um novo par de chaves SSH ou selecionar algum já pré-existente salvo localmente no seu computador. Como já possuo um devido a primeira instância, sendo esta a minha segunda, então vou apenas apontar o par que tenho na minha máquina.

Figura 22.

Running … Please wait …

Figura 23.

Ao final, edite, dê um nome e salve!

Figura 24.

Dia 01 de trabalho concluído 🙃 Te aguardo no próximo !!!

>_ REFERÊNCIAS:

https://explore.skillbuilder.aws/learn/course/external/view/elearning/134/aws-cloud-practitioner-essentials?dt=tile&tile=fdt

https://explore.skillbuilder.aws/learn/course/external/view/elearning/1851/aws-technical-essentials?dt=tile&tile=fdt

AWS SERIES: TEORIA … Nuvem, Cloud Computing ou Internet ?

Sendo ou não de TI, as chances de ter ouvido “esse” ou “aquele” termo, tal “palavrinha” chave, ou todas as alternativas anteriores, é muito, mas muito grande mesmo. E não é exagero dizer que a nuvem já faz parte das nossas vidas, mesmo que às vezes não percebamos ou negligenciamos o seu devido valor. Sim, eu poderia muito bem passar a noite inteira aqui, dando exemplos e situações nas quais você foi salvo pela nuvem, mas vou poupá-lo disso e vamos somente a alguns casos: (a) agenda de contatos restaurada após roubo ou “morte” de um celular; (b) backup das fotos de casamento perdidas durante uma catástrofe natural; (c) carros que enviam dados de GPS uns para os outros sinalizando um eventual congestionamento, e portanto a recomendação de desvio aos demais; (d) download de um bom livro para longas e tediosas viagens.

Todos são a materialização do que ficou conhecido como “Computação em nuvem” (cloud computing, em inglês). Por não ser de hoje, embora soe como algo recente para os mais leigos, a mesma trouxe inúmeras consequências e causou mudanças de paradigma na computação. Ela nos apresentou um novo caminho, quase sem volta, pois os resultados e benefícios são tantos e tão vantajosos, que não faz o menor sentido a ideia de recuo/retrocesso . A Industria 4.0 ou Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês) está aí para provar e não me deixa mentir. Somos inteiramente capazes de criar novos dispositivos complexos, a cada dia que passa e a partir de outros menores e mais acessíveis. Por exemplo, somando sensores, leds, circuitos programáveis, baterias, hardware sobressalente (braço, asa, hélice) e um chassi, você é capaz de construir um drone terrestre ou aéreo. Em um segundo momento, inevitavelmente terá que pensar em como interconectá-lo (da melhor maneira possível) a esses outros novos dispositivos ao mesmo tempo que funcione para todo o resto: pré-existente e legado. É justamente nesse intervalo que a nuvem entra em cena para salvar o dia.

E se atualmente testemunhamos esses objetos em todo lugar, coexistindo pacificamente e formando uma grande nuvem de coisas, boa parte do mérito deve ir para as tecnologias sem fio. Wi-Fi, Bluetooth e o 5G, são os vetores que carregam tais mudanças e as possibilita para um incontável número de aparelhos e usuários mundo afora. A cada nova versão lançada destes protocolos sem fio, mais e mais nos libertamos de cabos e tomadas, para uma maior abrangência, eficiência e autonomia, tanto do ponto de vista de alcance quanto do ponto de vista energético.

Porém, mesmo com essa introdução, talvez a pergunta ainda seja … Mas afinal, o que é Cloud Computing (computação em nuvem)? Vamos respondê-la então 🧐

>_ O QUE É?

Com a palavra, alguns dos maiores “players” do mercado no quesito CLOUD, à nível nacional e internacional. É claro que cada um irá expor do seu jeito, mas todos convergem para a mesma ideia por trás do conceito.

De uma forma simples, cloud computing, ou computação na nuvem, é uma tecnologia que permite acesso remoto a softwares, armazenamento de arquivos e processamento de dados por meio da internet. É uma alternativa para você acessar dados importantes de qualquer computador, em qualquer lugar.

SALESFORCE. https://www.salesforce.com/br/cloud-computing/

A computação em nuvem é a entrega de recursos de TI sob demanda por meio da Internet com definição de preço de pagamento conforme o uso. Em vez de comprar, ter e manter datacenters e servidores físicos, você pode acessar serviços de tecnologia, como capacidade computacional, armazenamento e bancos de dados, conforme a necessidade, usando um provedor de nuvem.

AMAZON WEB SERVICES. https://aws.amazon.com/pt/what-is-cloud-computing/

A cloud computing é o acesso sob demanda, via internet, a recursos de computação — aplicativos, servidores (físicos e virtuais), armazenamento de dados, ferramentas de desenvolvimento, recursos de rede e muito mais — hospedados em um data center remoto gerenciado por um provedor de serviços em cloud (ou CSP). O CSP disponibiliza esses recursos por uma assinatura mensal ou por um valor cobrado conforme o uso.

IBM. https://www.ibm.com/br-pt/cloud/learn/cloud-computing

Em suma, o que temos e podemos destacar é:

  • zero investimento (nada de hardware novo ou próprio)
  • onipresente (a qualquer hora, em qualquer lugar, a partir de qualquer plataforma)
  • pagamento == uso (sob-demanda e elástico para mais ou para menos)
  • disponibilidade via internet
  • escolha de um provedor de serviços na nuvem (chamado de CSP)

>_ COMO FUNCIONA?

Existe um velho ditado que afirma ( … ) uma imagem vale mais do que mil palavras. Bom, nesse caso sou obrigado a concordar pois encontrei, talvez a melhor, animação (.GIF) para explicar a nuvem se comportando na pr´atica, em tempo real.

Todos os créditos vão para o blog da MANDIC, uma empresa do Grupo Claranet Brasil. Pioneira com foco na internet desde o embrião, foi fundada em 1990 e especializou-se em prestar serviços on-line disponibilizados na grande rede mundial de computadores (a famosa WWW, ou World Wide Web). Acesse para saber mais em https://www.mandic.com.br/

Quanto ao seu conteúdo, trata-se na prática em reunir todo o processamento e armazenamento contratado pelo indivíduo/empresa em um único, porém amplo, recurso computacional. Em teoria, este seria constituído por uma rede de servidores interligados na nuvem, aonde os mesmos se comportam conforme a necessidade. No fim das contas, eles acabam reagindo dinamicamente as eventuais cargas de trabalho (workloads) provindas de clientes do sistema/aplicação/banco de dados em questão.

Com isso você alcançaria facilmente, e rapidamente:

  • Economia de custose paga apenas pelo que usar
  • Escalabilidade – vantagem da elasticidade
  • Agilidade – diversos servidores no ar em poucos instantes
  • Confiabilidade – suporte 24×7 e 365 dias do ano.
  • Armazenamento ilimitado – aumentar a disponibilidade atual de espaço de armazenamento
  • Backups e restauração – garantidos pelo provedor (CSP)
  • Acesso às informações – dashboards/gráficos/relatórios nativos e integrados

>_ TIPOS E DEFINIÇÕES

Nuvem pública

Toda a infraestrutura, segurança e dados do cliente final estão fisicamente e sob a tutela dos provedores de nuvem. Atualmente, os principais são: Amazon (AWS), Microsoft (Azure), e Google (Cloud Plataform).

Nuvem privada

Um desdobramento da nuvem pública, oferecendo recursos muito semelhantes, mas aonde os dados e serviços do cliente final são totalmente gerenciados pela organização contratada para essa função. É como se essa última fosse uma espécie de intermediário entre você/sua empresa e a AWS, por exemplo.

Nuvem híbrida

Sugestiva e didática, é a junção dos dois tipos de nuvem: pública + privada. Aqui, na maioria das vezes, não é obrigatoriamente necessário ter dois provedores distintos.

>_ MODELOS E SERVIÇOS

IaaS

Infraestrutura como serviço: processamento, armazenamento e conectividade de rede sob demanda. Clientes são capazes de desenvolver seus próprios aplicativos nesses recursos.

EX: Alibaba

PaaS

Plataforma como serviço: serviços, disponibilidade de recursos e backup dos dados são gerenciados pelo provedor mediano, facilitando assim para os clientes finais se concentrarem apenas na funcionalidade de seus próprios aplicativos.

EX: Google App Engine, RedHat OpenShift

SaaS

Software como serviço: terceirizados fornecem aplicativos de usuário final a seus clientes com alguns recursos administrativos no nível do aplicativo, como a capacidade de criar e gerenciar seus usuários.

EX: ERP, CRM, Google Docs

>_ REFERÊNCIAS

https://www.mandic.com.br/cloud/

https://www.salesforce.com/br/cloud-computing/

https://aws.amazon.com/pt/what-is-cloud-computing/

https://www.softwareone.com/pt-br/blog/artigos/2020/01/25/afinal-o-que-e-cloud-computing

https://www.ibm.com/br-pt/cloud/learn/cloud-computing

VICRLDA: dual-boot , pop!_os , gnome boxes , vpn checkpoint e novo workflow

Saudações terráqueos !!! Meu nome é VICRLDA-1-5-92 ... Sou um mensageiro intergaláctico, venho em paz e trago comigo um comunicado. Na verdade, trata-se de um sucinto relato sobre acontecimentos particulares ocorridos neste último mês e meio aqui na Terra, período no qual meu mestre e senhor (Victor, o grande) estava afastado e impossibilitado de deslocamento para vir lhes anunciar pessoalmente. Enfim, devaneios à parte, logo abaixo segue a transcrição da mensagem! Câmbio, desligo.

Olá pessoal ! Que bom revê-los e estar de volta após mais uma breve pausa! Não exatamente proposital, eu confesso, mas também não estava nos planos ficar tanto tempo sem postar nada. Quase 45 dias já se passaram desde o nosso último encontro, ocorrido em 09 de agosto. De lá pra cá, talvez a notícia mais importante (pelo menos pra mim) é que fui alçado e agora sou um especialista nível 03 no meu local de trabalho. Formalmente, e internamente, trata-se do setor de infraestrutura e operações, ou simplesmente setor de SUPORTE, como é o caso de muitas empresas aqui no Brasil. Redes, Banco de Dados, Segurança, Linux e Windows Server, são apenas alguns dos elementos que compõem e dão forma ao departamento de Infraestrutura de TI de uma organização. Usualmente, esse digamos “guarda-chuva”, está sob a tutela de um gerente que responde a um diretor técnico que recebe orientações do diretor-presidente. A nomenclatura varia um pouco, é claro, e outros protagonistas adicionais existem, coexistem, ou deixam de existir nesse organismo vivo chamado Governança Corporativa (estude COBIT 5 para saber mais!). Bom, e o que isso tem haver comigo? Não, não falo de você, estou perguntando a mim mesmo … rsrs! Esse reconhecimento enquanto profissional de TI só foi possível graças aos esforços com o Ansible, que dentro da empresa começou designado a mim como projeto piloto (de testes). E uma vez que apresentei os resultados inicias, muito positivos e relevantes, diga-se de passagem, foi dado o START para colocá-lo em PRODUÇÃO, com mais recursos e pessoal alocado.

No meio do caminho, enquanto trabalhava no projeto, utilizava como hospedeiro e sistema operacional principal da máquina o próprio Windows 10. Nada demais, ou contra, mas o sentimento que me acompanha já faz certo tempo, é que a “janela” da Microsoft não me satisfaz em termos de desempenho, velocidade e produtividade. Ainda mais quando se usa um hardware modesto a simples. Os maiores “pecados” estão concentrados principalmente no gerenciamento de memória e I/O. Tenho instalado 8 GB de RAM e HD convencional de 5400 rpm com um WINDOWS Limpo (fresh install, sem blotware dos fabricantes). E após um determinado período de tempo (semanas, dias, horas), especialmente se você assim como eu tem o costume de suspender/hibernar o PC ao invés de desligar toda vez, a configuração atual deixa de ser suficiente para rodar, testar, e trabalhar com diversas máquinas virtuais, mesmo estas colocadas em modo texto. O SO vai gargalhar, e verá seu uso de RAM chegar a 85/90 por cento da capacidade total. E o pior, boa parte sendo alocada para o Windows e seus incontáveis processos em segundo plano, e inúmeras atualizações pendentes, constantemente ignoradas no estado HOLD, mas que continuam ocupando espaço lá na escassa e suada memória RAM.

Somente então a partir daí que tomei a atitude de, não eliminá-lo, mas sim trocá-lo por um jogador de peso e mais experiente: Kernel Linux + Distro Pop_OS! ( … ) Quando o assunto é agilidade, ganho de tempo e mais fluidez no workflow de um sysadmin ou dev, incontestavelmente, LINUX > Windows … Ei pessoal, levem na esportiva, afinal é apenas uma opinião pessoal deste autor que vos escreve! Ok? Feito as pazes? Adiante então, vamos prosseguir! Meu conselho para você que se encaixa nessa descrição: faça dual-boot, instale qualquer distro de sua preferência (.deb ou .rpm), dê uma chance para o Linux e seja feliz, + rápido + tempo livre pra curtir a vida!!!!

Pois muito bem, caso tenha escolhido o Pop_OS! ou qualquer distro com o ambiente GNOME Shell, verifique na loja de aplicativos e procure por “Boxes” ou “GNOME Boxes”. Encurtando e simplificado bastante, o Boxes está para o VirtualBox assim como o VMware Player está para o VMware Workstation. Ou seja, todos eles são virtualizadores, contudo os primeiros são bem mais limitados de opções e muito mais restritos para ajustes finos de hardware. Então por que utilizá-lo? A primeira pergunta que vem a cabeça, correto? A resposta remonta ao ponto que mencionei mais cedo: produtividade. O GNOME Boxes, assim como tantas outras ferramentas/programas de software livre, apresentam um ás na manga quando se trata de Linux, opensource, enfim, de modo geral no comparativo com outros S.O.s disponíveis no mercado … Integração, meu caro amigo! Integração é a palavra-chave que resume perfeitamente essa relação: núcleo (kernel) < > sistema operacional < > pacotes (software). Tudo isso sai da fábrica quase configurado, ás vezes já pronto, e para todo resto o que falta é a distância de apenas um comando no terminal. Resumindo. Em outras palavras: os “meios” necessários para que um admin ou dev consiga desempenhar tarefas e atividades em diversos tipos de sistemas e ambientes, de forma simultânea, e tendo que optar como base um SO único/hospedeiro … Qualquer distribuição linux oferece enorme vantagem, sendo quase sempre a escolha mais indicada. Pois os ditos “meios”, que na verdade e na prática, são meras ferramentas que já estão presentes, ou rodam nativamente, ou ambos. Além disso, mostram benchmarks ultra rápidos, graças ao gerenciamento de memória e sistema de arquivos diferenciados.

Recapitulando a composição do meu novo workflow, temos: Linux Kernel 5.13.0 + Pop_OS! 21.04 + GNOME Boxes 40.2 + ( … ) Por último, mas não menos importante, o cliente VPN da Check Point Software Technologies Ltd. Uma empresa estadunidense de segurança cibernética com imenso portfólio de produtos, soluções e serviços voltados para a área. E assim, chegamos ao gran finale do dia de hoje … O que é uma VPN? Por que utilizar? Como instalar? Qual tipo estou usando? São perguntas a serem respondidas em outro momento, num futuro próximo.

Adeus, e até breve! 😉

https://www.kernel.org/

https://pop.system76.com/

https://wiki.gnome.org/Projects/GnomeShell

https://www.checkpoint.com/quantum/remote-access-vpn/

BLOG SERIES: uma pausa nos estudos, lição de casa, +1 categoria, revisões periódicas e próximos posts

Olá querido leitor! E bem-vindo de volta! O sentimento que espero sempre despertar ao cumprimentá-lo, é basicamente: empatia e companheirismo. Acredito que não exista nada mais humano, nobre e belo (em uma palavra: gratificante) do que se colocar no lugar do outro, compreendê-lo, e ajudá-lo a evoluir/crescer, ensinando como você chegou ao ponto em que está hoje. Digo isso pois já fui um calouro na universidade, como sabem em um curso de tecnologia. Por vezes ao mesmo tempo que estava maravilhado com as linguagens, ide’s, sistemas operacionais, laborátorios de rede, etc, me peguei diversas outras assustado com algumas disciplinas e conteúdos específicos (alô Cálculo I, Física I, Java 😅). É claro que ao longo desse tempo tive ajuda de colegas, professores, veteranos, e amigos da área. A mesma coisa seguiu quando conclui, sai e entrei no mercado de trabalho … Foram meus pares (técnicos, analistas) e superiores (gerentes, diretores) que me auxiliaram na minha jornada profissional. Na verdade isso acontece até o presente momento, tendo em vista que a minha carreira ainda não terminou 👨‍💻

Pois muito bem, contada tal minibiografia, gostaria de resgatar brevemente (prometo!) a ideia por trás desse BLOG e sua disposição de conteúdos. DE NOVO VICTOR?! Calma, calma … Eu sei, eu sei … Somente faço isso pensando em um recém-chegado que caiu de paraquedas nessa postagem. Será rápido e indolor, palavra de escoteiro:

SERIES: Toda vez que um(a) ferramenta/tema/tópico for abordado(a) e identificado(a) por esse termo, saibam que trata-se do início de uma série de postagens ou faz parte de um mesmo conjunto prévio anteriormente criado. PLUS+: Aqui os posts darão continuidade a série “finalizada” da ferramenta presente no título. São uma espécie de extra, dica ou macete que aprendi no dia-a-dia. Algumas vezes tive que correr atrás, pesquisando, testando e documentando. Foi aí que me ocorreu a ideia de compartilhá-las separando-as em um contexto à parte. NEWS: Sugestivo e como a própria tradução do inglês para o português – serão notícias, novidades, atualizações e divulgação de eventos mundo afora. Minhas fontes? Canais oficiais das empresas/organizações responsáveis pelas ferramentas (websites, twitter, contas youtube, newsletter, RSS, etc.)

https://machinesbecomeservices.com/2020/11/04/vicrlda-im-alive-voltei-retorno-notas-e-avisos/

Igualmente importante, e sobre a categoria BLOG do site, segue:

A cada vez, quando quiser interagir, visando definir ou informar algo para o futuro (anúncios, enquetes, consultas, questionários) colocarei no início do título BLOG Series, categorizando o artigo como Blog, e marcando o texto com TAG “blog “.

https://machinesbecomeservices.com/2021/03/22/vicrlda-1-ano-25-posts-3-178-views-803-visitas-7-seguidores-no-wordpress-com/

Acerca da alternância e ordem dos posts, essas são as minhas diretrizes:

1º mandamento: Sempre que começar uma SÉRIE, terminar o mais breve possível (em um futuro próximo). Nunca, jamais deixá-la no limbo e retomar depois. O raciocínio se perde e a lógica se esvai. 2º mandamento: Manter no ar (online/disponível) no máximo duas ou três SÉRIES simultâneas. Mais que isso, corre o risco de comandos, códigos e conceitos serem trocados, gerando dessa forma uma baita confusão. 3º mandamento: Entre uma SÉRIE e outra, durante seus intervalos, fazer pequenas pausas trazendo conteúdo menos denso. Por exemplo, notícias (NEWS) e extras (PLUS+). A justificativa é dar tempo para efeitos de laboração e assimilação da(s) SÉRIE(s) principal(is).

https://machinesbecomeservices.com/2021/02/09/zabbix-series-teoria-monitoramento-e-os-3-qs-o-que-por-que-para-que/

Em suma, foi baseado nessas três colunas (ou como as chamo: pilares de argumento) que tomei algumas decisões, e portanto faço aqui anúncios relativos aos próximos eventos do BLOG.

  • Pequena pausa nas séries, incluindo (e principalmente) o Ansible … A ideia é dar tempo para laborar, praticar e buscar novos materiais. Quero dizer, por conta própria, sozinhos é claro. SUGESTÃO: referências/bibliografia que julguem interessantes, por favor, peço que compartilhem abaixo nos comentários. Tenho curiosidade, e seria bom também para os demais leitores, na minha opinião.
  • Os próximos dois posts serão, respectivamente:
    • um artigo pessoal, divulgando outro meio de interagir e revisar assuntos com vocês. Aguardem!
    • um texto inaugural, apresentando uma nova categoria. Tomara que gostem da proposta!

No mais, se cuidem, usem máscara, fiquem em casa, vacina sim, e esperança sempre!

Até logo!